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Pandemia exige novo perfil de corretor de imóveis

Com aumento das vendas digitais, consumidores ficaram ainda mais informados. Profissionais precisam desenvolver habilidades neste novo processo

Com aumento das vendas digitais, consumidores ficaram ainda mais informados. Profissionais precisam desenvolver habilidades neste novo  processo

A compra da casa própria é um dos principais sonhos dos brasileiros. De acordo com levantamento da Brain Consultoria Estratégica, 40% dos brasileiros pretendem comprar a casa própria em até dois anos. O número é bem maior que os 20% registrados no início da pandemia. O aumento do interesse por imóveis pode ser explicado pela taxa de juros atrativa, que deixou o investimento em imóveis mais acessível, e pelo fato de o próprio consumidor passar a ver a casa própria de forma diferente durante a pandemia.

Grande parte desse público mudou a forma de encontrar imóveis. Influenciados pela pandemia, os novos consumidores passaram a buscar por casas e apartamentos pela internet, acelerando uma tendência que já vinha crescendo para aquisições de menor valor e bens de consumo. Segundo levantamento do Google realizado no final de 2020, o número de pesquisas relacionadas a imóveis em outubro teve uma alta de 34% em comparação com o mesmo período de 2019. 

Para o gestor de empresas e especialista em inovação, Marcos Henrique Santos, essa aceleração de tendência também provocou mudanças na forma de atuação dos corretores de imóveis. Antes da pandemia, boa parte do fechamento dos negócios imobiliários era feita de maneira presencial  nos estandes de venda, nos decorados, nas construtoras ou nas imobiliárias. 

“Houve uma intensificação no uso de ferramentas digitais para se alcançar os potenciais compradores, sendo que o corretor passou a utilizar mais a internet, aplicativos e videoconferências. Já as incorporadoras passaram a compreender a importância dos canais digitais e também passaram a investir mais na alimentação de seus conteúdos, como passeios virtuais, oferecendo mais informações sobre seus empreendimentos e dos locais onde estão localizados pela internet e mídias digitais”, explica o especialista. 

Dessa forma, os potenciais compradores, já munidos das informações, passaram a chegar nos corretores e nas incorporadoras mais informados e, até certo ponto, decididos sobre a compra. “Portanto, o corretor de imóveis deve estar ainda preparado para agregar a esse consumidor decidido e bem informado”, completa o fundador da Launch Machine, empresa especializada em lançamentos imobiliários.

Marcos acredita que o corretor de imóveis ainda tem papel de identificar o imóvel ideal para cada cliente, após identificar suas principais necessidades. “Ele precisa ainda estar capacitado a criar conexão com o cliente à distância. Nos canais on-line, o primeiro passo é estabelecer a confiança, elemento fundamental para que o cliente evolua para as outras fases do processo”, diz. Ainda de acordo com levantamento do Google, 28% das pesquisas relacionadas às pesquisas por novos imóveis no buscador revelavam que a atual moradia não atendia mais às necessidades dos moradores. Já 25% buscavam realizar o sonho da casa própria.

 

Crédito: Divulgação / Comunicação Sem Fronteiras

Fonte: Comunicação Sem Fronteiras

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