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O futuro dos escritórios diante do cenário do COVID-19

São inúmeras as possibilidades e perspectivas para a volta dos funcionários para os escritórios de empresas.

 

Embora o escritório em casa já fosse uma prática adotada em diversas partes do mundo, sua obrigatoriedade nos últimos meses em razão do isolamento pelo COVID-19, fez com que os benefícios e os contras virassem um debate atual.

O projeto #SiiLAGoLive desta semana colocou o tema na pauta, contando com a apresentação de Giancarlo Nicastro, CEO da SiiLA Brasil, e, com os convidados, Wilson Martini, chefe de transações imobiliárias nas Américas da Diageo, e Renato Fusaro, Real Estate & Líder de armazenamento Latam da Cargill.

Em comum, os executivos que acompanham a adoção do home office em diversas empresas, adotam a segurança dos funcionários eo cumprimento da quarentena decretada em diversos locais.

“Grandes empresas, multinacionais em especial, adotaram as mesmas medidas de proteção dos seus funcionários. Então, mesmo em alguns países e cidades com casos mais leves, sem bloqueio ou quarentena pesadas, como empresas decididas por autorizar o trabalho remoto ”, conta Wilson Martini.

Para Renato Fusaro, que também está no escritório em casa seguindo a Cargill, disse que vê esta crise como um catalisador, que vem acelerando ou processando o escritório em casa que já está comendo em diversas empresas e ramos de atividade.

Até uma crise, acredita-se executivo, ou percentual de colaboradores trabalhando remotamente na era pequena, algo em torno de 10% ou 15%, da força de trabalho de uma empresa. Hoje, essa porcentagem deve estar em 90%, 99%. Mas ele alerta: “o que estamos vivendo é um escritório em casa forçado”, não há pessoas que precisem lidar com outras situações em casa, além do trabalho. Para o executivo, após uma crise, uma quantidade de pessoas trabalhando remotamente deve cair, mas não voltar ao baixo índice pré-pandemia. “Devemos ficar entre 40% e 50% da mão de obra no escritório doméstico. Isso deve impactar o mercado imobiliário, com certeza ”, concluiu o executivo.

Wilson, que hoje mora na Flórida, defende o movimento não apenas no escritório em casa, mas o chama de “Anywhere Office”, ou trabalha onde quer que esteja, desde que haja entrega. “Eu acredito que existem diversas diferenças culturais que são muito claras. Aqui nos EUA, por exemplo, uma prática no escritório em casa já era muito grande, mas não tão grande quanto acredita. Há muitas empresas tradicionais que ainda gostam de ver os funcionários lá todos. os dias, ou a maior parte do tempo “.

Renato completo dizendo que como empresas podem mudar uma estratégia que tenha foco em flexibilidade e não uma extinção de armazenamento. “Ao definir 10 andares em um prédio, uma empresa pode optar por 1 andar em edifícios diferentes. A flexibilidade pode vir até como uma forma de reter talentos, onde uma empresa pode oferecer diversos locais para o funcionário trabalhar, que pode ser um coworking ou uma associação. ”

De qualquer forma, ambos os que o contato humano ainda será um ponto a ser considerado seriamente, “O ser humano é um ser social, sentimos falta de uma conversa no cafézinho, sentimos falta de contato, esbarramos em uma pessoa no corredor que você lembrou que ela mandou um e-mail e você não respondeu. Você salva um tempo de resposta, é muito importante. E também existem empresas que executam reuniões, que precisam ser exibidas na tabela de rosto que você deve ajudar. pessoas vão querer continuar indo para a empresa, a questão vai ser ‘Pra que?’ e ‘Como’ elas vão querer ir. “, complementa Wilson.

Crédito: Divulgação
Fonte: SilLa Brasil

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