Indústria Imobiliária

Oferta de imóveis anunciados no Airbnb tem queda de 10% em Curitiba

A quantidade de imóveis em Curitiba anunciados no Airbnb, ou seja, para locação temporária, teve queda de 10% nos últimos cinco meses. De acordo com dados da última pesquisa da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR), em parceria com a startup Isket, em março havia 1.142 imóveis anunciados na capital, enquanto em agosto, eram 1.035.

Segundo o CEO da Isket, Joseph Galiano, essa queda se deu em função das medidas de isolamento para contenção da pandemia, que interferiram na gestão do negócio. “Com imóveis neste tipo de plataforma, a responsabilidade e os cuidados para a proteção de quem aluga o imóvel fica a cargo dos proprietários, que por muitas vezes são idosos ou grupos de risco”, analisa.

O presidente da Ademi-PR, Leonardo Pissetti, também destaca a mudança no perfil do locatário e no uso do imóvel como fatores para a redução da oferta. “Em função da pandemia, os inquilinos ficaram mais tempo no imóvel ou os proprietários precisaram utilizar esses apartamentos, gerando queda nos anúncios”, opina.

Dos 10 bairros de Curitiba com maior quantidade de ofertas de Aibnb, Rebouças, Água Verde, Mercês e Cristo Rei apresentaram redução no número de imóveis anunciados, nos últimos cinco meses. Centro, Batel e Jardim Botânico tiveram alta no número de imóveis anunciados e Bigorrilho e Vila Izabel mantiveram a oferta.

“Analisando o desempenho do Airbnb a redor do mundo, verifica-se que as locações estão praticamente no mesmo nível de pré-pandemia. O que mudou foi o perfil dos inquilinos que procuram essa modalidade de locação. Antes, ela era mais voltada a atender pessoas de fora da cidade para fins de lazer, hoje, está mais direcionada às pessoas da própria cidade que buscam um lugar para morar”, analisa Pissetti.

A pesquisa Ademi-PR/Isket revela ainda que o valor médio da diária dos imóveis anunciados no Airbnb em Curitiba teve queda de 12% durante a pandemia, passando de R$ 136,43 em março para R$ 119,96 em agosto. Entre os 10 bairros com maior oferta de anúncios na cidade, o Rebouças teve a maior queda da diária no período, da ordem de 40% (de R$ 157,71 para R$ 94,90). Já no Mercês, a diária ficou praticamente estável, com queda de apenas 1,5% (de R$ 113,05 para R$ 111,34).

A pesquisa da Ademi-PR/Isket também mostra que, considerando os 10 bairros com maior quantidade de unidades disponíveis no iFood, o número de estabelecimentos em Curitiba cadastrados na plataforma quadruplicou nos últimos três meses, passando de 660 restaurantes em maio para 2.412 em agosto. Esses bairros são: Centro, Sítio Cercado, Portão, Boqueirão, Cidade Industrial, Rebouças, Água Verde, Batel, Uberaba e Xaxim.

O presidente da Ademi-PR diz que o delivery, assim com as compras online, intensificadas durante a pandemia, devem integrar de forma permanente o estilo de vida dos moradores dos grandes centros urbanos e que essa tendência já está influenciando o desenvolvimento de novos projetos imobiliários.

“Acreditamos que, ainda que inicialmente concentrados em nichos de mercado, os futuros empreendimentos em Curitiba passarão a contar com novos itens de conveniência aos moradores, alinhados às novas tecnologias, como porte-cochère e espaços para entrega com refrigeração nos prédios”, comenta Pissetti.

Crédito: Divulgação/Pixabay.
Fonte: MEmilia Comunicação

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