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Mediação e empatia: a marca das imobiliárias na pandemia

* Por Leonardo Baggio

A pandemia de Covid-19 chegou há pouco mais de um ano e tudo indica que seus reflexos vão permanecer na sociedade por muito tempo ainda, com alguns segmentos da economia sofrendo mais do que outros. Do ponto de vista tecnológico, contudo, podemos afirmar que as empresas evoluíram e acompanharam as necessidades impostas, lançando mão de novas ferramentas e também de muitas que já estavam disponíveis mas às quais não se dava tanta importância, como as plataformas de reunião virtual.

A fase que vivemos agora é histórica, de transição social, que envolve de maneira especial as relações entre empresas e clientes. O distanciamento pode ser físico, mas a manutenção de um bom relacionamento é mais necessária do que nunca para a sobrevivência dos negócios.

O ramo imobiliário é um exemplo, especialmente quando o assunto são locações. Neste momento, zelo e atenção são imprescindíveis. Como se famílias e empresários já não estivessem sofrendo o suficiente em razão da crise sanitária, com o desemprego e fechamento de negócios, vimos o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) encerrar 2020 com alta acumulada de 23,14%, a mais forte em quase 20 anos. E ele segue crescendo. Nesta semana, o acumulado em 12 meses do IGP-M chegou a 36,69%. Esse índice, não custa nada lembrar, é usado para calcular o reajuste de aluguéis.

Mas apesar desse IGP-M galopante, temos conseguido manter o mercado da locação saudável, usando inteligência e, principalmente, disposição para realizar o contato real, ainda que virtual. As imobiliárias estão aumentando suas equipes ou redimensionando setores para poder atender à demanda das negociações, necessárias em pelo menos metade desses contratos de locação. A intermediação deu espaço à mediação e assim temos seguido: ouvindo proprietários e inquilinos, buscando a argumentação correta, a concordância e a empatia entre os envolvidos.

Os dados do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), pertencente ao Secovi-PR, comprovam que essa atenção especial gerou um reflexo muito positivo nesse período turbulento que enfrentamos, pois o índice de inadimplência das locações do início do ano até agora segue uma média de 1,5% (durante todo o ano de 2020 foi de 1,9%).

Desde o início da pandemia, por meio do Secovi-PR, já vínhamos destacando aos associados a necessidade urgente dessa assimilação de função. E assim constatamos a manutenção das imobiliárias e desse segmento do mercado. Hoje, vemos essas mesmas imobiliárias atentas, investindo em tecnologia e inovação, aproximando-se de startups, buscando diferenciais e valorizando ainda mais o que continuará sendo primordial: o contato humano. Para aqueles que ainda duvidam do potencial humano, sugiro tentar cancelar ou pedir melhor equilíbrio financeiro junto aos robôs dos atendimentos 0800.

 

Crédito: Divulgação / Leonardo Baggio

Fonte: Leonardo Baggio

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