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Selic em 4,25% manterá interesse no setor imobiliário na Região Sul, prevê especialista

Consultor da Top Brokers, Wagner Bonato detalha os principais fatores que mudaram para a compra de imóveis ser atrativa no Brasil, mesmo com a nova alta, incentivos de instituições e pandemia motivaram os brasileiros.

 

Comprar imóvel talvez nunca tenha sido um bom negócio como agora. As constantes quedas da Selic, que chegou ao seu menor patamar histórico, permitiram a redução das taxas de financiamento imobiliário. Assim, o acesso ao crédito imobiliário se tornou mais fácil. Porém, com a recuperação gradual da economia, as taxas de juros tendem a voltar a subir em todo o país, inclusive na Região Sul. Por isso, é bom aproveitar, recomenda o consultor imobiliário Wagner Bonato, da Top Brokers.

 

“Se você pode comprar, a hora é agora. E temos alguns elementos que podem provar que esse é o melhor momento que teremos em um bom tempo”, afirma Bonato. “Investir em imóveis segue seguro e, também, a baixa da Selic diminui a rentabilidade das aplicações financeiras mais conservadoras, sejam ela a poupança ou os fundos de renda fixa”.

 

Desta forma, complementa o consultor, quem tinha dinheiro aplicado nessas modalidades migrou, em partes, para o mercado imobiliário, que dá maior retorno. Porém, como veremos a seguir, há mais motivos que levaram a essa mudança:

 

Interesse permanente dos brasileiros por imóveis

 

Apesar do aumento da Taxa Selic para 4,25% e com previsão do Copom em chegar a 5% em 2021, não haverá mudanças significativas no interesse dos brasileiros em comprar ou investir em imóveis. Isso se deve, principalmente, devido a um passado recente com “boom imobiliário” com a Taxa Selic bem acima disso, por volta dos 6%.

 

 Bônus demográfico

 

O Brasil nos próximos 20 anos terá uma população economicamente ativa, ou seja, apta a trabalhar, superior ao número de idosos e crianças. Isso acontece pelo fato de termos uma redução na taxa de nascimento com o aumento da expectativa de vida que passou de 62,5 anos em 1980 para 75,67 anos em 2018. 

 

Com grande número de jovens buscando sua independência – e este número maior de pessoas produzindo –  a busca por imóveis deve viver um ciclo crescente nos próximos anos. Todos os países em desenvolvimento que passaram por isso tiveram valorização dos seus imóveis de uma forma geral.

 

Procura por imóveis mais confortáveis na pandemia

 

Com a pandemia, a procura por imóveis que proporcionam mais espaço e conforto cresceu. Com isso, apartamentos mais amplos, casas e imóveis fora das grandes metrópoles sinalizaram um “êxodo urbano”, que aponta uma mudança de comportamento. A busca por imóveis com apenas um dormitório caiu cerca de 39% em relação a 2019, enquanto a busca por casas e apartamentos com 4 quartos cresceu 60%.

 

 Incentivos das instituições financeiras

 

Ainda devido à pandemia, bancos buscaram soluções para amenizar os impactos e movimentar os financiamentos durante 2020. Assim, houve a criação de estímulos com condições de pagamento mais atrativas. A Caixa Econômica Federal, por exemplo, apresentou uma linha de crédito imobiliário com juros fixos e a inclusão do ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis) e de custos cartorários no financiamento. Também são uma nova opção oferecida pela instituição.

 

Juros reduzidos no financiamento

 

Apesar da alta para 4,25% da Taxa Selic, ainda mantém um cenário atrativo, que garante condições de pagamento mais favoráveis. Em 2019, por exemplo a taxa de juros para financiamento imobiliário era de aproximadamente 12% ao ano. Hoje, já há quem encontre taxas a partir de 6,12% ao ano. O programa Casa Verde e Amarela, por exemplo, registra taxas a partir de 4,25% ao ano – uma redução de 0,5% em relação aos juros cobrados pelo seu antecessor, o programa Minha Casa, Minha Vida

 

Crédito: Wagner Bonato

Fonte: Wagner Bonato

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