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Aluguel por temporada: como os prédios devem se preparar para festas de fim de ano

Aluguel por temporada

Fim do ano promete retomada do turismo, mas cuidados são indispensáveis

 Os sinais de melhora da pandemia dão esperança de um fim de ano mais rentável aos proprietários de imóveis de aluguel por temporada. O aumento da vacinação, a diminuição do contágio e a flexibilização têm impulsionado a retomada do turismo, o setor mais afetado pela crise causada pelo coronavírus.

Embora a expectativa seja melhor em relação ao último ano, a preocupação aumenta especialmente em prédios e condomínios por conta da alta rotatividade de pessoas desconhecidas que passam a frequentar o local.

Diante disso, os proprietários de apartamentos onde existem aluguel por temporada precisam saber como os prédios devem se preparar para as festas de fim de ano para manter a segurança dos moradores e evitar prejuízos. Veja neste artigo algumas maneiras de proteger seu imóvel e seu condomínio nesse período.

A expectativa do turismo para a chegada de 2022

Depois de perder R$ 51,5 bilhões em 2020 por conta da pandemia, segundo dados da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), a recuperação do turismo tem acontecido de forma gradual, começando pelas viagens domésticas.

Além de viagens mais curtas, alguns têm preferido se hospedar em imóveis disponíveis para aluguel por temporada, em vez de hotéis e pousadas. Essa é uma forma de economizar, ter mais privacidade e ainda evitar aglomerações.

O crescimento do turismo também é confirmado por dados como o aumento das compras feitas nesse setor no comércio eletrônico: movimentação 150% maior que em 2020, de acordo com estudo da Conversion.

Por fim, o fator que mais motiva a retomada no turismo é a diminuição dos riscos à saúde, uma vez que nosso país finalmente chegou ao nível mais baixo de transmissão do coronavírus desde o início da medição. O Rio de Janeiro, por exemplo, prepara a festa da virada de ano sem a exigência do uso de máscaras.

Como alugar seu apartamento para o fim do ano de forma segura

Depois de mais um ano exaustivo por conta de restrições, lockdown e muito receio em relação à ameaça do vírus, muitos querem aproveitar as férias, recesso e feriados de fim de ano para reencontrar familiares e amigos. 

 

Colocar seu imóvel disponível para aluguel por temporada é uma ótima maneira de rentabilizar sua propriedade, especialmente em uma época de alta procura como o fim de ano. No entanto, infelizmente, nem todos agem com boa fé. Confira como se preparar para essas situações:

-Proteja-se da Covid-19

Uma das maiores ameaças que existem é invisível e, infelizmente, ainda é uma realidade. Por isso, procure continuar seguindo as medidas de proteção contra a Covid-19para proteger você, sua família e seus inquilinos. 

Além de manter o ambiente higienizado, lembre-se de alguns pontos importantes se precisar ter contato com alguém de fora de sua casa: abra as janelas, lave as mãos sempre que possível ou use álcool em gel, cubra o nariz e a boca ao tossir ou espirrar, use máscara e, se estiver doente, não tenha contato com outras pessoas.

-Faça videochamadas

Caso não seja possível ter um contato pessoal com o interessado em alugar seu imóvel ou ainda esteja com receio de receber um desconhecido em seu apartamento, studio ou kitnet faça uma videochamada para tirar as dúvidas e mostrar os ambientes.

-Cuidado com os golpes

Os golpes são uma preocupação tanto do inquilino quanto do proprietário em um aluguel por temporada, seja presencialmente ou mesmo ainda na negociação. Além da ameaça de roubos e danos e prejuízos à propriedade, é preciso tomar cuidado com a clonagem de anúncios. 

Para evitar esse risco, procure contar com uma empresa confiável na mediação da contratação. 

A Lei do Inquilinato:
Embora impor certas restrições seja uma forma de aumentar a segurança, o inquilino também possui direitos que devem ser respeitados. Veja alguns pontos importantes da Lei do Inquilinato:

  • a Lei 8.245/91, conhecida como Lei do Inquilinato, visa garantir que ambos — locatário e locador — tenham equivalência na relação comercial firmada, evitando que um dos lados seja enfraquecido e, consequentemente, sofra prejuízos;
  • o inquilino deve receber o imóvel em plenas condições de uso na entregas das chaves;
  • o inquilino não deve pagar pelas despesas extras do condomínio;
  • o inquilino deve receber o dinheiro de volta em caso de benfeitorias e reformas;
  • o aluguel por temporada não pode ser superior a 90 dias. A locação entrará em prazo indeterminado se o inquilino permanecer no imóvel sem oposição do morador mais de 30 dias após esse prazo.

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