Curitiba, Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012

matérias

29/11/2011

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A corrida pelo crescimento

por Maria Emilia Staczuk

Buscar novos desafios é a realidade do executivo e esportista Gerson Carlos da Silva

O ingresso na modalidade se deu por pura falta de tempo. Convenções de vendas à noite, frequentes viagens a trabalho e dedicação à família o fizeram trocar a natação pela corrida. Gerson Carlos da Silva começou a correr por conta própria, fazendo o seu próprio treino. Há dois anos, eram apenas cinco quilômetros e vários minutos. O início no mercado imobiliário também foi um tanto despretensioso, como office-boy na Comissária Galvão, na década de 80. Apenas documentos, muitas entregas.

Em outubro do ano passado, correndo com uma equipe do Clube Duque de Caxias, a atividade sem compromisso se transformou em trabalho com rotinas e metas. Treinos três vezes por semana, com duração de 45 minutos a 1h30, e aulas de pilates duas vezes por semana. À disposição, uma equipe composta por treinador, auxiliar, preparador físico e nutricionista. O novo desafio era completar os 10 quilômetros.

Evolução que segue a mesma trajetória no campo profissional. No início da década de 90, o ex-gerente da Comissária Galvão, e mais dois colegas de corretagem, criaram a Galvão Vendas, empresa especializada no planejamento e venda de lançamentos imobiliários em Curitiba que, em 2006, comercializou o seu primeiro empreendimento: o Felice, da Baú Construtora. De empregado, Silva passou para executivo de negócios. Com o aquecimento do mercado, novas demandas: ampliar a equipe e investir pesado em capacitação.

“Sempre houve uma preparação. Eu me graduei, fiz pós-graduação, participei ativamente do mercado imobiliário, por meio de entidades de classe, e de todo o processo de produção de um empreendimento”, relata Silva.

Avanço também na corrida. Em julho, eram 21 quilômetros. Condição que o habilitou a participar da meia maratona. Já realizou duas neste ano: em Foz do Iguaçu e em Curitiba. Percurso concluído em menos de duas horas. Um novo passo também na empresa. Em dezembro de 2010, a imobiliária fechou parceria com a Brasil Brokers e passou a se tornar uma subsidiária da companhia carioca para a operacionalização das atividades de venda de imóveis novos e prontos para morar no Paraná.

Quem diria que o corredor por acaso disputaria uma meia maratona? E que o office-boy faria parte do corpo diretivo de uma companhia nacional? Talvez a resposta para as duas questões seja a mesma: “A corrida exige metas e objetivos. É necessário um planejamento antes, durante e depois e isto é inerente ao nosso dia a dia como executivo. Nos dois casos, também é necessária muita disciplina”, comenta Silva.

O que esperar do futuro? Uma companhia internacional? Correr a maratona? “Não penso nisso, assim como não tinha planos de fazer a meia maratona”, diz Silva. A resposta definitiva só o tempo dará. Com a mesma despretensão, mas com a mesma atitude, do começo.


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Gerson Carlos da Silva. Divulgação

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