Com experiência de quase duas décadas, a corretora de imóveis Rosângela Jussiani conta o início na profissão e as mudanças pelas quais a atividade passou nos últimos anos.
Ela já atingiu a maioridade na corretagem de imóveis. Rosângela Jussiani completou 19 anos de pro¬fissão, sendo 14 deles na Imobiliária Thá, uma das mais tradicionais do Paraná. A facilidade em se fixar em um lugar é uma das características desta paranaense que nasceu em Congonhinhas, no Norte do Estado: há 28 anos ela mora em Curitiba. Começou na área comercial de uma empresa que vendia consórcios de automóveis. Anos mais tarde, afastou-se do trabalho para assumir uma nova função: a de ser mãe. Até que um amigo a convidou para trocar carros por casa. Aceitou o desafio e começou a trabalhar como corretora na Galvão, onde ¬ficou por cerca de cinco anos. Uma nova proposta surgiu e ela se mudou para a imobiliária que atua até hoje.
Imóvel Magazine - Você atuou no mercado imobiliário numa fase de desaquecimento do setor. Como fazer para gerar receita neste cenário?
Rosângela Jussiani - Eu acho que tem que ter foco, trabalhar muito e prestar um serviço de qualidade aos clientes a que se propõe atender. O corretor é absolutamente autônomo e tem que fazer a gestão do seu próprio negócio. Embora haja di¬ficuldades, é possível gerar receita.
IM - Como montar uma carteira de clientes?
RJ - Isso não se faz do dia para a noite. Você vai conquistar o cliente pelo trabalho que prestou, pela confiança, compromisso e seriedade que você tem com ele. Não apenas vender por vender. Isso gera a indicação para uma revenda ou a um parente. O corretor sempre tem que abrir uma nova frente de clientes porque ele não sobrevive com uma única carteira.
IM - Os produtos imobiliários também passaram por transformações neste período?
Em sua opinião, quais as principais?
RJ - Os produtos diminuíram de tamanho, ficaram mais e¬ficientes, com plantas mais desenvolvidas e com melhor aproveitamento dos espaços. As áreas comuns também vieram com elementos de lazer, espaços de convívio e opções de circulação no empreendimento.
IM - Estas mudanças estão em sintonia com o per¬fil do comprador?
RJ - Para alguns compradores sim. Outros preferem um formato mais tradicional, que pode ser encontrado no mercado de prontos.
IM - Em sua opinião, o que mudou na forma de atender os clientes desde quando você ingressou na profissão?
RJ – O que mudou foi a velocidade do atendimento. Antigamente o número de pessoas no plantão era no máximo de três pessoas. Depois do lançamento, havia apenas um corretor. Existe também muita antecipação. Antes do lançamento do produto há corretores dispostos a abordar vizinhos ou pessoas que passam pela rua. Anos atrás isso se fazia com um mês de antecedência. Agora chega a cinco meses.
IM - Você acredita que o ritmo de contratações vai continuar a crescer ou tende a se estabilizar nos próximos anos?
RJ - Eu acho que tende a se estabilizar. A partir do momento que o mercado voltar ao ritmo normal de crescimento, o que vai acontecer é que as pessoas farão tentativas e, por questão de faturamento, algumas vão se obrigar a sair. Desta forma, o filtro será maior.