Curitiba, Sábado, 25 de Maio de 2013

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10/03/2011

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Três em um

por Maria Emilia Staczuk

Nadar, correr e pedalar. Depois de uma década dedicada exclusivamente à vela, modalidade que lhe rendeu o título de campeão brasileiro de Vela Oceânica, em 2006, o diretor-executivo da Cyrela no Paraná, Marlus Doria, escolheu o triathlon como esporte oficial. “Velejar é prazeroso, envolve um trabalho de equipe, o que lembra muito a atividade de incorporação, mas exige muito tempo”, explica.

Acostumado às corridas de longa distância, com experiência em maratonas, há dois anos o executivo juntou a natação e o ciclismo à atividade. O que seria apenas um momento de descanso, acabou se tornando a preparação para as competições. Em 2010, Doria participou de dois campeonatos 70.3, conhecido como Meio Ironman, em Penha (SC) e em Pirassununga (SP). A modalidade tem a metade do percurso do Ironman, com 1,9 km de natação, 90 km de ciclismo e 21 km de corrida. O próximo desafio está marcado para maio, em Florianópolis (SC), na categoria de sua especialidade, o IronMan, que vale vaga para o Mundial.

Para estar em condições de disputar as provas, Doria cumpre uma rotina de treinos rigorosa: nada ou corre uma hora por dia, de segunda a sexta-feira, e dedica-se ao ciclismo nos fins de semana. O treinamento é supervisionado pelo técnico Maurício Letzow e exige força de vontade. “Por conta do horário de trabalho, nos dias de semana eu acordo às seis horas da manhã para treinar, e aos sábados e domingos, às vezes, às cinco horas”, conta.

Foco e disciplina também são apontados por Doria como fatores essenciais para o sucesso no esporte, assim como no mundo dos negócios. “Um bom produto, um bom imóvel, exige dedicação, empenho e demanda uma estratégia. No triathlon é a mesma coisa. Também é necessário planejamento. Se não houver organização, em algum lugar você vai deixar muito a dever”, destaca.

Para Doria, a vitória é garantida se, junto a isso, forem adicionados conhecimento e comprometimento com resultados. “Se você não conhecer o seu mercado, ou o seu esporte, nunca vai conseguir aprimorá-lo. Assim como eu sempre busco os melhores produtos imobiliários, quero também as melhores colocações e menores tempos no triathlon. Eu trabalho por resultado, não por esforço. Essa é a gestão mais moderna que existe”, afirma Doria.

O esporte

O Triathlon surgiu em San Diego, em 1974, num clube de atletismo que, ao dar férias para seus atletas, passava uma planilha de treinamentos que constava principalmente de exercícios de natação e ciclismo. Os atletas gostaram da brincadeira e pediram aos treinadores que repetissem a série nas férias seguintes, convidando os salva vidas para o tira-teima. No Brasil, a primeira prova aconteceu em 1983, no Rio de Janeiro. Em 2000, a modalidade estreou nos Jogos Olímpicos de Sidney, na Austrália. O esporte tem como distâncias olímpicas 1.500 metros de natação, 40 km de ciclismo e 10 km de corrida.

O IronMan surgiu no Hawai e começou depois de uma discussão numa mesa de bar de um clube de Waikiki, em outubro de 1977. A dúvida era definir qual a prova mais extenuante e quais os atletas mais bem preparados. Ex-oficial da Marinha Americana, John Collins sugeriu uma prova que reunia, consecutivamente e sem intervalos, natação, ciclismo e corrida. Quem as concluísse em menos tempo seria um super atleta, o “IronMan”. A modalidade compreende 3,8 km de natação, 180 km de ciclismo e 42 km de corrida.

Fonte: Confederação Brasileira de Triathlon (CBTri).

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O executivo e triatleta Marlus Doria

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