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Bienal de Curitiba 2017

A Bienal Internacional de Curitiba ocorre há 24 anos e vem se firmando como um evento de grande importância no cenário da arte contemporânea. A edição 2017, com o título “Antípodas – Diverso e Reverso”, tem a China como país homenageado e conta com a participação de obras de mais de 400 artistas brasileiros e de países dos cinco continentes, ocupando mais de cem espaços da cidade de Curitiba. Acontecem também atividades em Florianópolis, Fortaleza, Porto Alegre e em outras cidades do Paraná, bem como em Buenos Aires, Assunção e Santiago.

O curador geral da Bienal é o crítico e pesquisador de arte contemporânea paraguaio Ticio Escobar, que criou a concepção geral do evento. O termo “Antípodas” refere-se a posições totalmente opostas entre si. O título foi escolhido para indicar pontos radicalmente distantes uns dos outros, e a China marca um ponto extremo no globo em relação aos países latino-americanos. Apesar da oposição geográfica e das profundas diferenças culturais entre estes países, sabemos que é poss​ível criar vínculos entre os lugares mais distantes e unir as mais diversas posições através de manifestações artísticas.

Além de Ticio Escobar, a Bienal conta com outros curadores. “A ideia central é a diversidade. Seja de regiões, de culturas e maneira de ver o mundo, de linguagens, de espaços e dos meios técnicos… É uma experiência de uma curadoria horizontal. Cada curador terá total liberdade para cuidar das questões que quiserem. São várias curadorias em torno de uma ideia. É um formato inovador”, explica Ticio.

Ao assumir o tema da diversidade, a Bienal de Curitiba 2017 evidencia uma abordagem característica da contemporaneidade, deixando os artistas livres para escolher os conteúdos e os procedimentos a serem empregados. Esta liberdade pode aproximar trabalhos profundamente divergentes em suas propostas.

A maior exposição é um panorama da arte contemporânea chinesa chamada “Vibrations” montada no Olho e nos jardins do MON. Segundo os representantes do Grupo de Arte e Entretenimento Chinês, a entidade estatal que trouxe as obras e os artistas para cá, esta será a maior mostra de arte chinesa já trazida para a América Latina. É uma grande oportunidade para se conhecer o que está sendo produzido lá; desde os anos 90, a China tem tido destaque crescente no cenário artístico contemporâneo.

Além do MON, a Bienal ocupa o MUMA, o Museu Alfredo Andersen, o Memorial de Curitiba, a Secretaria de Cultura, o Solar do Barão, o Palácio Iguaçu, as galerias de arte da cidade e diversos outros locais. A programação completa encontra-se no site www.bienaldecuritiba.com.br.

A China doou a Curitiba uma escultura do mestre Confúcio em bronze fundido, medindo 3 metros de altura e pesando 1.200 kg, de autoria do renomado artista chinês Wu Weishan, e a Prefeitura da cidade criou o “Largo da China”, no Centro Cívico, onde ela foi instalada.

A Bienal vai se estender até 25 de fevereiro de 2018. Luiz Ernesto Meyer Pereira, presidente e idealizador da Bienal de Curitiba, diz que a ideia é espalhar arte pela cidade inteira, de maneira a que a cidade se integre à Bienal. Ele almeja que a Bienal’17 seja uma experiência instigante, de encantamento, questionamento e, sobretudo, de aprendizado, trazendo uma visão nova dos espaços e da realidade que já conhecemos tão bem. Vamos aproveitar esta grande oportunidade!

Zilda Fraletti
Galerista, que tem como foco promover a arte contemporânea de qualidade, incentivar novos talento e criar interação entre o público e os artistas.
galeria@zildafraletti.com.br
www.zildafraletti.com.br

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