Indústria Imobiliária

Passo a passo para a compra da casa própria

Veja o roteiro de como planejar a compra de um imóvel e fique em alerta sobre os cuidados necessários.

Como milhões de brasileiros que sonham sair do aluguel, a bancária Pâmela Santiago, de 25 anos, preferiu comprar um imóvel com o namorado a realizar uma festa de casamento. Para isso, o casal fez um financiamento de 30 anos e usou como entrada o valor investido num fundo de renda fixa, além dos saldos de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A dívida hoje consome 50% de seus ganhos, mas a felicidade compensa.
“Pretendemos fazer amortizações todos os anos para quitar o apartamento em um terço do tempo — disse a bancária”.

Para ajudar quem, como eles, pretende adquirir a casa própria, o ESTADOCAPIXABA dá um passo a passo de como se planejar para realizar o desejo.
Segundo o terapeuta financeiro Adenias Gonçalves Filho, o ideal é não comprometer mais do que 30% da renda com despesas referentes ao imóvel, incluindo prestações do financiamento, IPTU, cota de condomínio e eventuais reformas. Antes de comprar a moradia, diz ele, é fundamental definir o tipo de imóvel e o local de preferência para traçar uma estratégia de investimento de médio a longo prazo.

“Recomendo acumular o maior montante possível para dar de entrada e fazer um financiamento curto”.

Essa foi a estratégia adotada pela nutricionista Rebeca Marinho, de 32 anos, e por seu marido, Felipe Castor, de 30. Casados há três anos, eles sempre tiveram o hábito de poupar e, agora, adquiriram um imóvel em Jardim Camburi.
“Demos 30% do valor do apartamento de entrada, para não pagar tantos juros nas parcelas. Assim, conseguimos financiar a moradia em 15 anos”, explicou Rebeca.

Para o casal, comprar o bem não era prioridade mas, depois de analisar o mercado, eles acharam o momento oportuno. O primeiro critério de escolha foi o bairro e, em seguida, a quantidade de quartos e o custo-benefício, como porteiro, elevador, garagem, facilidade de transporte público e de avenidas principais. Já para Pâmela, a localização não foi determinante, mas as facilidades oferecidas.

“Escolhemos um condomínio com piscina, academia e toda a infraestrutura. Também contamos com um ônibus exclusivo que nos deixa no metrô e, assim, não precisamos usar carro para trabalhar”.

Atenção na hora de fechar o negócio:
A partir da escolha do imóvel, para não ter problemas, é preciso certeza de que toda a documentação do dono esteja em ordem, observando, por exemplo, se há pendências de condomínio, se os dados estão no nome do proprietário e se o imóvel está em inventário. O advogado especialista em direito imobiliário Marcus Novaes também recomenda analisar o valor do imposto predial e da taxa condominial, pois podem alterar o valor da compra e prejudicar a revenda ou locação do imóvel.

Outra forma de economizar é através da redução do imposto de transmissão de imóvel (ITBI), cobrado com base no valor venal do imóvel ou no real de transação. Às vezes, a legislação municipal contraria a federal, e a cobrança é feita em cima do valor venal de referência.

Para o barato não sair caro:
Além do método de pagamento, do local do apartamento e da quantidade de quartos, é preciso pensar também se deseja comprar o bem usado, ainda na planta ou até em leilão. Esta última alternativa é vantajosa porque os preços podem ficar até 60% abaixo do preço de mercado. Entretanto, algumas despesas extras precisam ser consideradas: a comissão do leiloeiro, os custos com a documentação e os impostos, além da possível necessidade de desocupação.

Adquirir o bem na planta pode ser mais barato, mas é preciso verificar se a construtora é idônea, se a prefeitura já aprovou o projeto de construção e saber que até seis meses de atraso na entrega são permitidos por lei. Já ao comprar um usado, é indicado vistoriar as instalações elétricas e hidráulicas para não ter despesas inesperadas com eventuais reformas imprevistas.

Como se planejar para adquirir um imóvel:
PASSO 1
FINANÇAS
Pense em quais atributos você considera prioridade em um imóvel – quantidade de quartos, localização, acesso a transporte público – para descobrir o preço médio da aquisição
Pense em quanto tempo você pode esperar para comprar e, até lá, reserve o máximo de sua receita em investimentos que rendam juros compostos. Esse vai ser o valor da entrada!
Na hora de financiar, opte por menos parcelas para não pagar muito juro. Pesquise as condições oferecidas em diversas instituições financeiras

PASSO 2
ESCOLHA
Visite o apartamento várias vezes ao dia. Pela manhã e à tarde, para saber a posição do sol; à noite, para descobrir se o local é muito barulhento
Conheça o bairro e converse com a vizinhança. Pergunte se a rua é perigosa, se há algo no local que incomoda, se há feiras livres perto
Pergunte ao corretor se a escritura do apartamento está associada à garagem. Em caso negativo, será necessário gastar mais com duas escrituras diferentes

PASSO 3
DOCUMENTAÇÃO
Peça para ver a carteira de habilitação do proprietário, pois ela é o único documento cuja veracidade conseguimos conferir na internet, pelo site do Detran. Alguns estelionatários reproduzem identidades com informações dos donos do imóvel, mas com a foto alterada
Verifique se o dono tem alguma empresa em seu nome. Se tiver, pesquise se ela tem dívidas. Existe a possibilidade de o imóvel ser tomado em decorrência de algum débito jurídico
Exija, além da certidão do imóvel, todas as certidões pessoais forenses do proprietário: criminal, civil, fiscal, trabalhista e federal

PASSO 4
CONCRETIZAÇÃO
Pesquise em sites o valor médio de imóveis no local, para saber se não está pagando caro demais
Vistorie o apartamento para ver se não há algum problema estrutural
Às vezes, a metragem do apartamento em documento não corresponde à real. Nesses casos, se o contrato assinado tiver a cláusula ad corpus, não será possível uma ação judicial. Portanto, verifique antes de assinar
Consulte um advogado para saber se é possível reduzir o imposto de transmissão de imóvel (ITBI). Esse tributo municipal varia de 1,5% a 3% e é cobrado com base no valor venal do imóvel.

Financiamento
CAIXA ECONÔMICA
A taxa aplicada varia de 8,75% a 10, 25%. O financiamento máximo é de 35 anos.
ITAÚ
O limite são 30 anos, com juros de 8,8% a.a + TR. O crédito só é liberado se comprometer até 35% da renda do cliente
BRADESCO
É possível comprar um imóvel com financiamento que ocupe até 30% da renda, parcelando por 30 anos. A taxa é de 8,95% ao ano.
BANCO DO BRASIL
O financiamento máximo é de 35 anos, com taxas a partir de 8,99% a.a + TR. Até 80% do valor do imóvel podem ser parcelados.
SANTANDER
A taxa aplicada é de 8,99% ao ano + TR, no prazo máximo de 35 anos. É necessário ter renda mínima de R$ 2.500.

Crédito: Divulgação
Fonte: Jornal Estado Capixaba by Ademi

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