Indústria Imobiliária

Incorporadoras elevam receita e melhoram resultado

As incorporadoras que divulgaram  balanços do primeiro trimestre – Cyrela, Even Construtora e Incorporadora, RNI Negócios Imobiliários, Tecnisa e Tenda – apresentaram melhora nos respectivos resultados líquidos e na receita líquida na comparação anual.

O ganho da Tenda cresceu, Cyrela e Even reverteram prejuízo e tiveram lucro, e RNI e Tecnisa reduziram suas perdas. A maior parte das empresas reduziu suas despesas gerais e administrativas.

De janeiro a março, a Cyrela registrou lucro de R$ 48,4 milhões, impactado, positivamente, por R$ 12 milhões referente à participação de 50% na Cury e, negativamente, por R$ 16,5 milhões de contingências judiciais. A receita líquida cresceu 83,4%, para R$ 826,2 milhões, devido ao maior volume de reconhecimento de lançamentos e à alta da venda líquida de estoques.

A margem bruta da Cyrela aumentou de 27,7% para 30,1%. As despesas gerais e administrativas tiveram queda de 19,5%, para R$ 79 milhões. O retorno sobre patrimônio (ROE) dos últimos 12 meses foi de 0,3%. A Cyrela gerou caixa de R$ 150 milhões. A incorporadora comprou terrenos com Valor Geral de Vendas (VGV) potencial de R$ 544,5 milhões, nas regiões de São Paulo e do Rio de Janeiro. Por outro lado, distratou ou vendeu três terrenos.

A Even lucrou R$ 50,1 milhões de janeiro a março. “Foi um marco bem importante, que refletiu o planejamento estratégico construído desde 2015”, diz o diretor financeiro e de relações com investidores, Vinícius Mastrorosa. Há expectativa de manter a lucratividade, nos próximos trimestres, desde que o mercado permita o volume de lançamentos planejado, segundo o executivo. A companhia continuará a buscar melhora do retorno sobre patrimônio (ROE), de acordo com Mastrorosa.

A receita da Even aumentou 54,2%, para R$ 483,8 milhões. A margem bruta aumentou de 14,1% para 27,6%. As despesas gerais e administrativas caíram 7%, para R$ 29,9 milhões. Foi o menor patamar desde 2011.
No primeiro trimestre, a Even consumiu caixa de R$ 15 milhões. A queima de caixa deveu-se ao pagamento de R$ 40 milhões por um terreno no Rio de Janeiro. Neste trimestre, não haverá desembolsos dessa ordem com áreas. “Estamos comprando terrenos principalmente em permuta”, conta Mastrorosa.

A Tecnisa reduziu seu prejuízo líquido em 96,1%, para R$ 2,098 milhões, devido ao desempenho de vendas de unidades do Jardim das Perdizes, na zona Oeste da capital paulista, às vendas de terreno em Guarulhos (SP) e do centro comercial do projeto Time, em São Paulo, e à redução de despesas. “Todos os nossos indicadores melhoraram”, afirma o presidente, Joseph Nigri.

Companhias elevaram margens, e maior parte das empresas reduziu despesas gerais e administrativas no 1º tri
A receita da Tecnisa cresceu 90,1%, para R$ 112,4 milhões, em decorrência da diminuição dos distratos e da venda do terreno de Guarulhos. A margem bruta passou de 5,4%, no primeiro trimestre de 2018, para 35,2% de janeiro a março. As despesas gerais e administrativas caíram 6%, para R$ 14 milhões, menor nível trimestral desde 2007. A equivalência patrimonial passou de R$ 1 milhão para R$ 11 milhões. A companhia gerou caixa de R$ 73,4 milhões no trimestre.

De janeiro a março, a Tecnisa manteve seu foco na venda de estoques e não lançou produtos. No início deste mês, a incorporadora apresentou projeto com VGV de R$ 118 milhões, do qual a parte própria é de R$ 24 milhões. As vendas líquidas cresceram 13%, para R$ 95,3 milhões.
“Continuamos com um cenário bom em relação a juros e a emprego. Esperamos continuidade da demanda, embora alguns bairros de São Paulo estejam saturados em relação a lançamentos”, diz Nigri. Segundo ele, as vendas de unidades do Jardim das Perdizes – maior projeto da Tecnisa, do qual a Hines também possui participação – têm batido recordes todos os meses.

A RNI reduziu seu prejuízo em 16%, para R$ 9,8 milhões. A companhia continua a esperar que, neste ano, deixará de ter prejuízo e retomará a lucratividade, de acordo com o copresidente Carlos Bianconi. A receita líquida cresceu 57%, para R$ 78,9 milhões. A margem bruta da incorporadorapassou de 11,3% para 13,5%. A companhia informou também margem bruta ajustada de 18,8%. A meta para o indicador é de 28% a 33%.

A RNI pretende comprar terrenos correspondentes ao VGV de R$ 3 bilhões neste ano, segundo o copresidente Alexandre Mangabeira. A intenção é chegar ao fim de 2019 com VGV potencial do banco de terrenos de R$ 6 bilhões a R$ 7 bilhões, ante os R$ 4 bilhões atuais. Parte das áreas que deixaram de ser consideradas estratégicas serão vendidas, destinadas a novos projetos ou direcionadas a investimentos em parceria com sócios.

A incorporadora ainda não lançou produtos em 2019. Para este trimestre, estão previstos dois empreendimentos, com VGV que somam R$ 120 milhões, de acordo com Mangabeira. Sem informar quanto pretende apresentar ao mercado em 2019, a RNI deixa claro que pretende superar os lançamentos de 2018, que chegaram a R$ 323 milhões. Não há expectativa de geração de caixa em 2019. “Nosso foco é gerar negócios neste ano”, afirma Bianconi.
A Tenda elevou seu lucro em 37,2%, para R$ 49,8 milhões. A receita aumentou 11,8%, para R$ 409,3 milhões. A margem bruta passou de 33,8% para 34,3%. A incorporadora informou também margem bruta ajustada de 35,8%, acima dos 35,2% do primeiro trimestre de 2018 e dentro da faixa projetada de 34% a 36%. As despesas gerais e administrativas caíram 14,5%, para R$ 29,1 milhões.

A Tenda registrou R$ 15,9 milhões na rubrica outras despesas operacionais, 7,5% acima do mesmo período do ano passado. A companhia gerou caixa de R$ 37,9 milhões no trimestre. O retorno sobre patrimônio dos últimos 12 meses ficou em 17,8%.

Crédito: Divulgação
Fonte: Alor on line (by Ademi-PR)

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