Indústria Imobiliária

Amplas e verdes, residências suspensas conquistam

Para quem vive em metrópoles, como Curitiba, o quesito segurança costuma estar entre as principais preocupações na hora de procurar um imóvel para morar.

 

Tal fato faz com que boa parte das famílias optem pelos condomínios de apartamentos, mas sem deixar de lado o desejo de ter nele a sensação de estar em uma casa. E é aí que entram as “residências suspensas”, modelo que vem conquistando o interesse e o investimento das construtoras que atuam no segmento de alto padrão.

“A gente une o que é bom nos dois, a qualidade de uma casa e a comodidade do apartamento, com esquadrias do piso ao teto, que proporcionam vista e a iluminação natural”, conta o diretor da Construtora e Incorporadora Laguna, André Marin.

Por característica, as residências suspensas, como o nome sugere, dão ao morador a sensação de estar em uma casa nas alturas. Apartamentos com o pé-direito alto, cômodos amplos com poucas divisórias, área verde, amplas sacadas, conforto e sofisticação reforçam tal característica, aliando-a ainda à segurança e à comodidade de um apartamento.

“No nosso entendimento, ‘residência suspensa’ significa uma casa elevada, ou seja, [um imóvel que] deixa de ser um apartamento convencional e passa a ser uma casa sobreposta a outra”, diz o CEO da Incorporadora AG7, Alfredo Gulin Neto.

Relação do homem com a natureza
A localização do edifício também contribuiu para essa atmosfera de casa nas alturas, pois a região pode valorizar ainda mais uma das principais características das moradias térreas, que é a relação do homem com a natureza. Ou seja, a localização pode potencializar essa sensação de conexão, como lembra Marin, que não descarta a participação que o projeto de paisagismo da edificação também tem sobre ela. “Tem muita gente olhando para o paisagismo voltado à biofilia [amor pela vida ou pela natureza] e os benefícios que ele traz para a saúde humana”, diz.

“As casas suspensas oferecem, então, uma moradia mais expandida, onde dentro e fora interagem de forma muito mais holística, fazendo com que isso reflita na harmonia e no conforto de se estar dentro desta residência”, acrescenta Gulin. Uma solução que exemplifica esta questão são as amplas sacadas com aberturas em vidro, que unem a sala à varanda em um único grande cômodo com ventilação e iluminação naturais.

Para o arquiteto e diretor de projetos do Studio Arthur Casas, Gabriel Ranieri, por sua vez, o conceito está mais atrelado ao tamanho dos apartamentos do que ao padrão aquisitivo deles. “Esse conceito não dá para ser aplicado em apartamentos pequenos, você pode até buscar implementar alguns parâmetros, mas ele se restringe a apartamentos grandes, para que se possa trabalhar com áreas mais generosas”, pontua.

Conceito
O presidente da Federação Imobiliária Internacional (Fiabci-Brasil), José Romeu Ferraz Neto, não reconhece o conceito ou mesmo o enxerga como uma tendência de mercado, uma vez que o setor já oferece apartamentos com a ideia de casas suspensas há muito tempo, a exemplo de apartamentos duplex e coberturas – tudo dentro de uma categoria de moradias de alto padrão.

Seguindo esta linha, o arquiteto e urbanista Rafael Mielnik, coordenador da premiação IABsp 2019, reforça que as residências suspensas não são necessariamente um conceito contemporâneo. “É uma prática recorrente na arquitetura mundial, desde as casas de palafitas e [as construídas em comunidades] até a popularização do conceito na arquitetura moderna, a partir da primeira metade do século 20, quando então passou a ser adotada por grandes escritórios de arquitetura”, explica.

“Adotar a solução de casas suspensas tem muito mais a ver com condicionantes do terreno, partido arquitetônico, racionalidade construtiva e estanqueidade (conforto ambiental), do que com uma tendência de mercado, ainda que essa exista e decorra de qualidades arquitetônicas, apelo estético e do imaginário que uma casa suspensa suscita”, finaliza Mielnik.

Crédito: Divulgação
Fonte: O povo de Sepetiba / Home Rio de Janeiro/RJ – Ademi/PR

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