“Não há vacina suficiente contra a gripe Influenza A H1N1, em nenhuma parte do mundo. Nenhum país conseguiu imunizar a população, de forma universal, nem nos países ricos como os da Europa e Estados Unidos,” afirma o titular da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, Carlos Moreira Júnior, em entrevista exclusiva à Imóvel Magazine.
Diante deste alerta é preciso que haja consciência por parte da população para a prevenção. A lição tem que ser feita em casa, na escola, trabalho, restaurante, diariamente. E não é difícil, basta ser atento para hábitos básicos de higiene. Na contaminação direta uma pessoa transmite o vírus para outra no ato de tossir ou espirrar, já que gotículas líquidas com o H1N1 podem atingir um indivíduo que esteja próximo. Neste caso, seja educado, use um lenço de papel ao espirrar ou tossir, pois esta é uma das formas mais comuns de disseminação da doença, principalmente em locais com grande concentração humana.
Esta gripe também pode se espalha por contaminação indireta. Neste caso, uma pessoa não infectada toca em superfícies que foram contaminadas por alguém com o vírus e coloca a mão em contato com qualquer tipo de mucosa, seja ela oral, nasal ou conjuntiva (da área dos olhos). Para evitar este tipo de contágio é preciso manter distância razoável ao conversar com pessoa infectada, higienizar portas, mesas, telefones, teclado de computador, volante do carro, maçanetas e tudo o que for necessário.
Sobre o vírus
“O vírus da gripe comum é diferente, pois é mutável a cada ano, e é mais atenuado. O da Influenza A H1N1, geneticamente não muda, penetra mais no aparelho respiratório, e nas pessoas com maior imunodeficiência pode provocar problemas respiratórios e, consequentemente, o óbito”, disse Moreira.
Segundo o secretário, “é fácil identificar se uma pessoa está ou não infectada com vírus da gripe suína, como também é conhecida, pois a gripe comum provoca dor no corpo, febre, tosse. A Influenza A H1N1 se revela com febre muito alta, de 39 a 40 graus, o paciente não responde ao tratamento com antitérmico, sente muita dor no corpo e tem tosse forte. Se o paciente apresentar tais sintomas deve ir ao médico imediatamente. O único remédio para combatê-la é o Oseltamivir
(nome comercial Tamiflu), que deverá ser receitado pelo profissional de saúde, se ele avaliar que o cliente tem os sintomas da nova gripe. Ele aviará a receita e preencherá os documentos exigidos pelo Ministério da Saúde. Até final de abril deste ano, o Paraná registrou 963 pessoas confirmadas com a gripe e, destas, dez foram a óbito”.
Sobre a vacina
Moreira diz que “a vacina não provoca efeitos colaterais, mas quem tem alergia à clara de ovo ou sintomas de doenças agudas não deve tomá-la. A vacina imuniza a pessoa definitivamente, pois o vírus não é mutável como o da gripe comum. Assim, não é necessária a vacinação anual. Mas quem fez cirurgia ou transfusão de sangue recentemente, deve esperar alguns dias”.
Segundo o secretário, “a estratégia escolhida pelo Ministério da Saúde, de estabelecer grupos de risco para a vacinação, está baseada em dois aspectos: Primeiro: não há vacina para todos. Dentro da estratégia, foram selecionados os grupos de risco que mais apresentaram contaminação. Fazendo a vacinação de zero a dois anos, de 20 a 39 anos, gestantes e doentes crônicos, os riscos de contaminação serão bem reduzidos no Estado do Paraná. Quanto aos outros grupos não vacinados, é porque não foram tão afetados no ano passado e os casos registrados foram mínimos. Reduzindo a circulação de vírus, teremos menos doentes.”
Higiene das mãos e álcool em gel
1. A lavagem das mãos com água e sabão ou sabonete reduz o número de vírus H1N1, assim como outros microorganismos transmitidos pelo contato.
2. Quando não for possível lavar as mãos com sabão, o álcool 70% líquido ou em gel também resolve.
3. Mesmo com o uso do álcool, o sabão não deve ser dispensado. Se as mãos estiverem sujas, deve-se lavá-las primeiro e só depois usar o álcool.
4. Álcool com concentração menor que 70% não serve.
5. Álcool a 90% não deve ser usado, porque pode causar irritação na pele.
6. Álcool líquido ou em gel para limpeza doméstica também não deve ser usado para higienizar as mãos.
Fonte: Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba
Mais detalhes consulte o site: www.novagripe.pr.gov.br
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