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Participação das mulheres cresce no mercado da Engenharia Civil

Setor da construção contrata mais mulheres. As vagas também crescem para a função de engenheiras.

Na última terça-feira, 10 de abril, foi o Dia da Engenharia.

Para a Vitta Residencial Construtora e Incorporadora – com unidades nas cidades de Ribeirão Preto (SP), Sertãozinho (SP), Bauru (SP), Araraquara (SP), Piracicaba (SP) e Franca (SP), trata-se de uma data importante para avaliar os caminhos, as tendências e os rumos para estes profissionais que assumem postos de liderança nos escritórios e nos canteiros de obras, acompanhando passo a passo a construção de um empreendimento. Atualmente, a empresa possui 418 profissionais formados em Engenharia Civil – a maioria com especialização, pós-graduação e muita garra para aprender. Deste número total, 336 são homens e 82 mulheres. O número de engenheiras, apesar de ainda menor, é um dos expressivos do mercado regional e tem crescido gradativamente, tal como a inserção do público feminino neste setor no mercado de trabalho.

Nos últimos anos, elas vieram com tudo para disputar vagas na Engenharia Civil. Trocaram os saltos, a maquiagem e o vestuário exigidos em outras profissões por botas, capacetes e muito filtro solar. É o caso da engenheira civil, Angélica Freitas, 26 anos, que trabalhava no comércio e tinha todo um cuidado com a aparência, mas teve que mudar este perfil quando entrou na faculdade e logo conseguiu uma oportunidade como estagiária na Vitta (em 2013). Hoje, ela é engenheira responsável pelas obras do Vitta Via Norte, em Ribeirão Preto, e diz que se acostumou fácil à nova rotina, mas assume: tem alguns truques como carregar no carro um sapato e alguma maquiagem para qualquer emergência.

A engenheira decidiu a sua profissão no ensino médio e conta que o que a atraiu para a área foi essa possibilidade de se começar algo do zero e chegar ao final com um resultado previamente calculado e planejado. “Eu gosto de planejar. É muito gratificante. Além disso, a profissão tem muitos desafios”, expressa. Para ela, a Vitta é uma empresa inovadora e não faz diferença entre homens e mulheres neste cargo. “A nossa construtora avalia a capacidade e não o gênero deste profissional”. Por isso, ela investe em conhecimento. “Quero aprender muito e crescer na profissão”.

Alexandra De Vita Beraldo, já não tem a rotina diária das obras, pois trabalha na área de Suprimentos do escritório da Vitta Residencial, em Ribeirão Preto e faz visitas esporádicas aos empreendimentos em construção. No escritório, lida com contratação de mão de obra e tem os cálculos como suporte do seu trabalho. O que para ela é o que tem de melhor na profissão. “Eu sempre gostei de matemática e foram os cálculos que me fizeram escolher a profissão”. Alexandra avalia que a mulher nesta área é resultado de muita superação e arrisca: “há sim diferenças entre elas e eles na execução das tarefas dentro de uma construtora. A mulher pensa no todo, nos detalhes de uma obra e consegue fazer muitas coisas ao mesmo tempo”. Isso para ela é sinal de vantagem, mas sabe que os desafios para as mulheres ainda são muitos, apesar de já terem ultrapassado muitas barreiras.

A engenheira formou-se no ano de 2010, época em que as mulheres ainda eram a minoria nas salas. No seu curso só havia 12 estudantes do sexo feminino e na sua turma apenas três. Hoje, aos 31 anos, ela percebe que esses números têm mudado bastante. Antes de trabalhar na Vitta, Alexandra cruzou estradas e morou em várias cidades, como Belo Horizonte, Brasília, cidades do Sul e do Nordeste. Quando chegou na Vitta, há um ano, se surpreendeu bastante com o número de engenheiras contratadas. “Elas atuam em diversos setores da empresa, que sempre dá espaço para as mulheres e todas são muito competentes, com personalidade forte e guerreiras”.

É o caso de Maria Josevânia da Silva, 34 anos, há um pouco mais de um ano na Vitta. Ao contrário de Angélica e Alexandra, que são solteiras, ela é casada, tem um filho e concilia seu cargo de assistente de engenharia na obra do Praças do Ipiranga com a vida familiar e a universitária, já que está no último ano da faculdade. Para ela, o dia começa bem cedo, antes das 6 horas da manhã e só termina por volta da 1h da madrugada. Uma rotina bastante intensa com horários para preparar refeições, brincar com o filho, levá-lo na escola e ainda estudar muito. “No começo, eu me assustei um pouco. Apesar de já ter trabalhado com meu marido nesta área, conforme fui estudando e trabalhando, vi que havia a possibilidade de conciliar a rotina do dia-a-dia e ainda troquei quantidade de tempo com qualidade – para minha família.

A futura engenheira diz que o preconceito contra as mulheres nesta função ainda existe na nossa sociedade, mas acredita que aos poucos, as empresas estão dando valor na mulher. “Principalmente por conta da habilidade feminina no trato com trabalhadores das obras e o cuidado no trabalho. A Vitta está me dando uma grande oportunidade de crescer. Aqui só não cresce quem não quer aprender, independente se é homem ou mulher”.

Natália Rondon, 31 anos, e formada desde 2012, está na unidade da construtora em Bauru há um ano e garante que a mulher tem ainda mais respeito nas obras, por parte de funcionários, empreiteiros e fornecedores. “Todo mundo me respeita, até mais que um homem”, afirma. Para a engenheira, o que qualifica muito os resultados da mulher é o fato de conseguir fazer muitas coisas ao mesmo tempo, ser perfeccionista, cuidadosa e atenta a fatores como limpeza. “Tudo isso conta muito para o resultado final de uma obra”. Natália descobriu sua vocação para a engenharia por dois motivos: paixão por exatas na escola e acredita que, de certa forma, pela influência do avô que também era engenheiro. Hoje, ela que é responsável pelo residencial Reserva Terra Branca, descreve a profissão como fascinante: “é demais você ver a terra lá sem nada e depois de tudo planejado encontra o que foi construído”, conclui.

Homens X Mulheres no setor

Para quem vive mergulhado nos números e cálculos é bem fácil fazer uma rápida análise do mercado no que se refere à participação dos gêneros. Apesar das mulheres terem conquistado muitas vagas e postos de liderança, elas ainda são minoria na Engenharia Civil e em outras engenharias também.

Segundo dados do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA), menos de 30% dos registros nos conselhos regionais são femininos. E, provavelmente, boa parte dessas engenheiras não está nas obras. Elas estão mais em escritórios, enquanto os homens dominam os canteiros. Estima-se que apenas 13% dos profissionais de Engenharia em atuação no Brasil sejam do sexo feminino, enquanto 86,3% são homens.

Por outro lado, conforme dados do Ministério do Trabalho e da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), entre 2002 e 2012, a participação das mulheres na construção civil cresceu 65%. Nas universidades, o panorama também tem mudado. O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em estudo para a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) apontou que o número de mulheres nos cursos de Engenharia passou de 24.554 para 57.022, entre 2003 e 2013 – um crescimento de 132,2%.

E tudo indica que esses percentuais cresçam ainda mais, já que os gestores das construtoras avaliam que de fato elas costumam ter muitas qualidades: são mais detalhistas, mais organizadas e vão a fundo no que querem.

O diretor de engenharia da Vitta Residencial, José Márcio Freitas Pereira, também acredita neste potencial. “Eu trabalho com mulheres há muito tempo e vejo a participação delas no mercado de trabalho como algo positivo”. Para o diretor, a construtora tem um excelente relacionamento com suas engenheiras. “Mantemos uma relação sem preconceitos. A participação delas não sofre discriminação e nem barreiras”. José Márcio ainda revela que fora as engenheiras formadas, a construtora possui uma grande quantidade de estagiárias e com alta expectativa de contratação.

Mais informações para imprensa:

  • Dos 273.491 profissionais de Engenharia Civil ativos no Confea, 53.960 são mulheres, ou seja, apenas 19,7% do total.
  • O trabalho na construção civil costuma exigir intenso esforço físico. Assim, as diferenças fisiológicas entre homens e mulheres são uma das causas para afastar as mulheres dos canteiros de obra.
  • Em média, as mulheres possuem cerca de 52% da força dos homens na parte superior do corpo e 66% na parte inferior. Por isso, existem normas que incluem garantias para a saúde e segurança das trabalhadoras.
  • Uma delas é a Norma Regulamentadora (NR) 17, que trata da ergonomia na construção civil. Seu item 17.2.5 determina que as mulheres devem carregar peso máximo inferior àquele admitido para os homens.
  • Além disso, os materiais estão se tornando cada vez mais leves e fabricados em formatos pré-moldados. Isso facilita os procedimentos de montagem e instalação, favorecendo a contratação de mulheres nessa indústria.

Incentivos

  • Já existem vários projetos no Brasil para qualificar a mão de obra feminina na construção civil.
  • Em 2012, o governo federal criou o Programa Mulheres Construindo Autonomia na Construção Civil, com o propósito de formar mulheres de baixa renda para a inserção nesse mercado. A intenção foi absorver a mão obra feminina nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Programa Minha Casa Minha Vida.
  • Nos últimos anos, parcerias pontuais foram firmadas entre o governo federal e prefeituras para capacitar as mulheres na construção civil.

Leis

  • Desde 2012, tramita no Senado um projeto de lei que determina percentual mínimo de 12% de mão de obra feminina nas obras e serviços contratados pelo governo federal. A proposta também estabelece que um dos critérios de desempate nas licitações seja a preferência por empresas com mais de 30% de mulheres no quadro de funcionários.
  • Em âmbito municipal, a mais recente iniciativa veio de Guarapuava, no Paraná. Em julho de 2017, o prefeito Cesar Silvestri Filho sancionou lei exigindo que as empresas de construção civil que prestam serviços ao município tenham no mínimo 10% de suas vagas ocupadas por mulheres.

Reconhecimento

Vitta Residencial Construtora e Incorporadora

  • A empresa tornou-se referência no setor imobiliário do interior de São Paulo, com mais de 10 mil imóveis lançados nas cidades de Ribeirão Preto, Sertãozinho, Bauru, Araraquara, Piracicaba e agora se instala também em Franca.
  • Entre seus diferenciais constrói condomínios com áreas de lazer equipadas e decoradas. Ao todo reúne 34 empreendimentos em seu portfólio – todos atrelados ao programa Minha Casa Minha Vida.
  • Criada há oito anos, a Vitta já entregou mais de 4 mil unidades. Hoje, conta com mais de 800 funcionários e vem ampliando, de forma acelerada, seu desenvolvimento para manter-se como uma marca empregadora e em pleno ritmo de expansão pelo país. Só no ano passado, 11 empreendimentos foram lançados e promete apresentar novos residenciais muito em breve.

100 Maiores do Brasil

No ano passado, a Vitta se consolidou como uma das “100 Maiores Construtoras do Brasil” – já que faz parte de grupo empresarial do setor de construção eleito pelo Ranking ITC (Inteligência Empresarial da Construção). A entidade acompanha a evolução do setor da construção. No levantamento, o grupo que representa a Vitta Residencial atingiu o 41º lugar no País. O ranking também apontou a empresa entre as duas maiores construtoras do interior do Estado de São Paulo.

A Construtora e Incorporadora conquistou em 2018 o 7º lugar no ranking de Melhores Empresas para trabalhar do Great Place to Work, em Ribeirão Preto, Araraquara e região. Com um processo de seleção bastante rigoroso, o ranking da GPTW avaliou as empresas e como elas lidam com seus colaboradores, que tipo de programas mantém em prol de melhorias e qualidade de trabalho, como estruturam seu ambiente interno, as políticas e as condições que a empresa disponibiliza, além dos salários aplicados. A pesquisa mostra também como essas ações e políticas impactam na equipe.

  • Crédito: Divulgação
    Fonte: Verbo Nostro Comunicação Planejada

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