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Descomplique o leilão: os 5 passos que todo comprador deve seguir

  • Por André Zukerman*

A popularização dos leilões de imóveis pela Internet remodelou este segmento ao longo dos anos. Se antes o perfil do comprador era de um investidor interessado em revender o imóvel em busca de lucro, hoje cada vez mais o consumidor final recorre a esta modalidade para comprar a casa própria e sair do aluguel. Os descontos (chegam a 60% do valor do mercado) e a praticidade de fazer tudo online realmente são vantajosos, mas o cidadão precisa ficar atento para realmente concretizar um bom negócio. Veja cinco passos essenciais que ele deve seguir antes de dar seu lance:

1 – Sempre leia o edital antes
Este documento contém todas as informações necessárias sobre o procedimento e imóvel que será leiloado, como a data do evento, o valor mínimo, características do vendedor, as responsabilidades de cada parte, os impostos e dívidas, entre outros pontos importantes. A leitura do edital pode sanar algumas de suas principais dúvidas e evitar a falta de conhecimento de algum detalhe importante.

2 – Verifique a condição do imóvel
O ideal é visitar o imóvel antes de tentar adquiri-lo até para saber as reais condições do local, mas há um ponto de atenção: muitas ainda estão ocupados. Você deve levar em conta o tempo de desocupação e a possibilidade de possíveis reformas. Na maioria das vezes é o arrematante do leilão que ficará responsável por entrar com ação judicial para a desocupação – e o tempo desse processo varia em cada caso. Portanto, caso esteja com pressa para mudar de casa dê preferência a imóveis desocupados.

3 – Entenda a diferença entre leilão judicial e extrajudicial
São as duas modalidades existentes. O judicial é realizado por determinação do juiz para ação de execução do bem em caso de processo de falência, dívidas de condomínios, entre outros. O extrajudicial pode ter diversas fontes, como patrimônios de instituições financeiras, empresas, outra pessoa física ou por alienação fiduciária (quando o imóvel é dado de garantia a um banco ou instituição financeira). Entender essa diferença é importante para saber quais as obrigações do arrematante.

4 – Levante as dívidas e os riscos
Os preços realmente são abaixo do mercado, mas é preciso fazer uma pesquisa detalhada para ver se o desconto compensa todos os custos que podem estar envolvidos no negócio. Em alguns imóveis será necessário investir para reformar o espaço. Também podem haver dívidas relacionadas à propriedade, como IPTU e taxas de condomínio, que em alguns casos passam a ser de responsabilidade do comprador. Portanto, vale a pena conferir essa questão antes de dar um lance.

5 – Faça um planejamento financeiro
Por fim, calcule quanto você pode realmente gastar sem comprometer sua renda e liste todas as dívidas envolvidas. No leilão, defina um valor máximo de oferta, mesmo que a oportunidade seja boa. Além disso, atente-se à forma de pagamento estipulada no edital: alguns imóveis só podem ser quitados à vista, enquanto outros podem ser financiados. Lembre-se também que deve ser paga a comissão do leiloeiro na hora da arrematação. Um bom negócio só é realmente vantajoso quando a pessoa consegue usufruir do bem e mantém uma condição financeira estável.

*André Zukerman é diretor da Zukerman Leilões, empresa referência em leilões imobiliários.

Sobre a Zukerman Leilões:
Com mais de 30 anos no mercado, a Zukerman Leilões é especializada na realização de leilões de imóveis de origem judicial e extrajudicial. Parceira das principais instituições financeiras do Brasil, a Zukerman realizou, apenas em 2017, mais de 7.500 leilões de propriedades em todo o território nacional. Com sua plataforma online a empresa possibilita a participação nos leilões remotamente, ampliando e facilitando o arremate de bens para os interessados.

Mais informações no site: www.zukerman.com.br

Crédito: Divulgação
Fonte: NB Press Comunicação

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