Arquitetura

Empreendimentos imobiliários por Miró e Carvalho

Os arquitetos Gisela Miró e Rafael Carvalho contam suas experiências e as demandas da área

 

O início do escritório Miró e Carvalho Arquitetura em 2015 foi um marco importante em muitos sentidos para os arquitetos Gisela Miró e Rafael Carvalho. Além de unirem seus conhecimentos e compartilharem experiências do universo da arquitetura e decoração – já que os arquitetos atuavam desde 2008 em escritórios próprios –, os profissionais começaram a desbravar uma área até então desconhecida por eles e que vem rendendo bons frutos: o mercado de empreendimentos imobiliários.

“Começamos fazendo as áreas comuns dos edifícios, como hall de entrada e salão de festas, depois apartamentos decorados e então surgiram oportunidades de projetos arquitetônicos de edifícios. Nosso primeiro arquitetônico de prédio é da construtora Fento, em Campo Largo – PR, iniciado em 2016 e que será o edifício mais alto da cidade. É o começo de toda nossa trajetória”, explica Rafael.

As construções estão a todo gás e além do edifício já citado, os arquitetos têm em seu portfólio o The Hill Residence, da Silicon Engenharia – projeto arquitetônico e de interiores de luxo em fase de execução bastante avançada, com previsão de término para o final de 2019 – e outros dois prédios que estão listados como próximos lançamentos da capital paranaense.

Para os arquitetos, a personalização é o principal ponto de diferença entre projetos arquitetônicos de casas e edifícios, uma vez que em um projeto de casa é feito exatamente o que o cliente quer e então fica extremamente personalizada, como por exemplo a criação de um ambiente em algum tamanho específico. “Em um prédio são vários tipos de usuários – uma família com filhos, um homem solteiro, uma jovem, um aposentado – e por isso precisamos projetar de forma mais abrangente para suprir as necessidades individuais. A ideia é criar plantas mais flexíveis que permitam personalização após a compra do imóvel”, detalha Gisela.

Além de conforto e sofisticação, questões básicas demandadas pelos futuros moradores e investidores dos edifícios, existem outras características essenciais que garantem o sucesso de um empreendimento, conforme pontuam os arquitetos: “Precisa ser prático com o passar dos anos, com fácil manutenção e que não seja algo datado em relação à beleza. Então, para nós a melhor característica é que os edifícios sejam praticamente atemporais, com design que perdure e tenham uma bela arquitetura sempre. Além disso, é preciso que tenham plantas muito funcionais, pois o m² está cada vez mais caro e é preciso aproveitar ao máximo, não se pode ter espaço perdido”.

Como acontece
Todo projeto exige pesquisa e estudo, porém projetos de edifícios pedem buscas mais intensas para entender os sistemas construtivos, tecnologias de estrutura, fechamentos e soluções. Para Rafael, os principais quesitos são ter um domínio bem abrangente de legislação e de normas dos órgãos competentes para conseguir viabilizar a obra; seguir os padrões de sustentabilidade; captar o que o investidor deseja, a linha de prédio e o público que ele quer atingir, e projetar algo que seja compatível; conseguir o melhor aproveitamento do terreno em área construída; e criar algo convidativo e agradável, pois a arquitetura tem o poder de mudar e valorizar a paisagem de uma cidade.

Hall de Entrada

Arquitetura + interiores
Os arquitetos Gisela e Rafael têm uma expertise de mais de 10 anos em projetos de interiores – em especial residenciais – e atuando juntos desde 2015 no escritório Miró e Carvalho Arquitetura, possuem entendimento amplo de como uma residência deve funcionar. “Como já atendemos diversos tipos de públicos, nós vemos quais são as necessidades do morar. Nosso escritório faz arquitetônico e interiores dos prédios, o que é uma coisa rara, então apresentamos uma grande vantagem para o construtor, que centraliza as informações conosco e os edifícios acabam tendo o mesmo conceito externo e interno. Consideramos que nosso grande diferencial seja fazer arquitetônico e interiores juntos, garantido que o prédio tenha a mesma linguagem”, explicam.

Crédito de Marcelo Stammer

A importância das áreas comuns
Além de um arquitetônico de encher os olhos, as áreas comuns dos edifícios – hall de entrada, salão de festas, academia, salas de jogos e demais ambientes destinados ao uso coletivo – também são partes relevantes para atrair os futuros moradores. Ao entrar e ver espaços bem estruturados, com decoração de destaque, bons acabamentos e uso de materiais de qualidade, crescem as chances de uma compra ser concretizada. “Conta pontos na hora de alguém tomar a decisão de compra de uma unidade, pois ao ver áreas elaboradas com capricho, entende-se que isso será refletido nas unidades de apartamentos disponíveis”, conta Gisela.

Sabendo da relevância desses espaços, Gisela Miró e Rafael Carvalho se colocam no lugar dos futuros moradores e prezam por áreas comuns mais funcionais possíveis, atendendo a todas as exigências do condomínio e da construtora e fazendo com que sejam atrativas para que as pessoas gostem e usem. A ideia é que não se tornem locais deixados de lado como acontece em alguns empreendimentos, em que depois de pronto é necessário investir muito dinheiro para causar interesse.

Mercado e tendências
Os profissionais afirmam que o universo imobiliário está a toda e revelam: “Hoje há um mercado sólido em Curitiba, com muitas construtoras boas e lançamentos de vários perfis de apartamentos, para todos os tipos de públicos e bolsos. Vemos como um mercado promissor que está crescendo cada vez mais e notamos que, como arquitetos, devemos sempre nos especializar, ter um trabalho de excelência e estar ao lado de construtoras que tenham a mesma ambição que nós de originar edifícios especiais e exclusivos”.

Sobre apartamentos de luxo, desejo de muitos e tendência entre os curitibanos, os arquitetos esclarecem que tamanho não é o que importa e sim o padrão. “Existem clientes de luxo que moram em studios de 40 m² e também os que preferem apartamentos de 1000m², porque não é a metragem que importa, mas sim toda a qualidade envolvida, como boa localização, estrutura, acabamentos, equipamentos de ponta e design de referência”, finalizam.

Crédito:  Marcelo Stammer / Rodrigo Ramirez
Fonte: Prime Comunicação

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